Acredite ou não, as eleições desse ano irão modificar radicalmente o marketing político na Internet e em especial nas redes sociais!

Sendo toda forma de propaganda destinada a conquistar a simpatia dos partidos políticos e garantir votos, as campanhas politicas se encontram cada vez mais adeptas a era digital.

Mas no momento em que a Justiça Eleitoral amplia as possibilidades de uso de plataformas online para a divulgação em geral, o que pode ou não ser feito?

Certos pontos sobre a propaganda eleitoral na Internet ainda não estavam bem definidos e geravam algumas confusões. Felizmente, as regras estão ficando mais claras neste ano, na medida em que o TSE regulamenta.

Com o fim das doações de pessoas jurídicas a candidatos, definido por decisão do Supremo Tribunal Federal desde 2015, o uso da Internet para fins de propaganda eleitoral fará com que as campanhas online sejam cada vez mais decisivas.

Será visível que a reputação de imagem digital está cada vez mais protegida. Agora, será proibido a veiculação de conteúdos de cunho eleitoral cadastrados em serviços online, com a intenção de implementar identidades falsas. Isso representa um maior combate ao uso de fake news e robôs.

O Impulsionamento de conteúdo nas mídias sociais e outras plataformas foi uma das mudanças mais polêmicas. A Lei nº 13.488 permitiu a utilização de mídias pagas, como o Facebook, para aumentar a exposição de conteúdos publicados na Internet e ficarão restritas às campanhas oficiais. 

Contudo, foi estritamente proibido o impulsionamento com o objetivo de “desconstrução de candidatura”, ou seja, qualquer recurso que visa denegrir a imagem de outros candidatos.

É interessante ressaltar que as verbas de campanha estão bem mais modestas do que em anos anteriores. Assim, ferramentas sofisticadas de marketing, em busca por mais engajamento será essencial em qualquer estratégia.

As campanhas eleitorais, inevitavelmente, migraram para o ambiente online. Será possível contratar, por exemplo, influenciadores digitais, para defenderem uma determinada bandeira nas eleições.

Mas nem tudo são flores: A multa por propaganda na Internet em desacordo com a lei é de R$ 5.000,00 a R$ 30.000,00, ou dobro do valor gasto na infração, caso este ultrapasse o limite máximo da multa. Além disso, a violação de certas leis do marketing político online poderá ocasionar, até mesmo, a cassação da candidatura.

Esperamos que com a crescente popularização das mídias sociais, a informação chegue de forma mais acessível e transparente ao eleitor. Sempre busque suas possibilidades de exercício do direito de voto!

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